terça-feira, 28 de julho de 2009

O SENTIDO DA CRÍTICA

Qual o papel fundamental da critica na cena cultural contemporânea? Qual a importância do critico enquanto autor desse gênero tão polêmico entre os artistas da contemporaneidade? Qual o verdadeiro sentido da critica? Essas e outras questões são imediatamente levantadas em qualquer roda de discussão quando o assunto em pauta é a crítica artística.Este texto tem como finalidade apresentar uma reflexão sobre o lugar da critica literária no cenário atual.

O CRITICO COMO PROTAGONISTA DO DISCURSOA critica é produto de uma visão particular. Isso é indiscutível. O critico é o grande responsável pelas informações alí contidas, uma vez que tais considerações foram resultantes das referências e interpretações daquele que a escreveu.O conteúdo da critica foi contaminado pelo olhar do seu autor e, não nos enganemos, outra fórmula não nos seria possível, pois a imparcialidade e a neutralidade são características que podem pertencer a qualquer outro gênero literário que não à critica. O próprio termo que batiza esse gênero já nos diz que o texto virá acompanhado das impressões pessoas daquele que o publicou.Uma grande questão que tange o papel do critico é, possivelmente, referida à questão ética. Ser ético implica, nesse caso, em ser sincero, pois o leitor exigirá e reconhecerá isso. Por outro lado, ser ético também significa reconhecer que o seu ponto de vista não é, nem nunca será, uma verdade absoluta. É apenas o seu ponto de vista, mas que poderá influenciar o sucesso ou o fracasso do objeto criticado. Em última instância, ser ético também é se utilizar de uma linguagem cordial e bem focada ou colocada.O fato de levar o título de critico não confere ao jornalista nenhum critério de valor. Existem ótimos críticos enquanto também existem péssimos críticos, cabe ao leitor atribuir e efetivar esse critério.
O LEITOR COMO MEDIADOR DA RELAÇÃO CRÍTICA X OBRA DE ARTESe pudéssemos atribuir a alguém a função de dar um sentido realmente concreto às críticas, esse alguém seria apenas o leitor. Potencialmente o leitor, como possível espectador, leitor ou observador da obra de arte é quem realmente determinará o sentido da crítica. Cabe a ele o papel de concordar ou discordar da argumentação do crítico. Ele, por ter também suas impressões pessoais, é quem determinará a qualidade do texto publicado.Em contrapartida, ainda não temos no Brasil uma prática efetiva de discussão entre público e críticos. Muitos centros ainda não deram a importância necessária para o papel da crítica como formadora de opiniões entre espectadores e artistas. Muitos críticos ainda não são especializados e muitos dos espectadores nunca leram sequer uma única crítica artística na vida.Apesar da constituição brasileira, no artigo V, garantir ao artista o seu direito de resposta, no final das apurações, é somente o leitor/espectador que funcionará como o juiz dessa relação onde, por um lado trabalhos são extremamente elogiados e valorizados e, por outro, muitas obras são prejudicadas pelo inconseqüente poder atribuído a críticos menores. Como artista, publico e, numa outra instância, crítico, devo afirmar que, independente das polêmicas comumente instauradas, a produção crítica depende da existência dos artistas, suas obras e a divulgação, assim como a valorização da produção cultural necessita também da existências dos críticos que retornam ao artista e que efetivam suas interpretações por meio das suas publicações. Uma relação bipolar. De ida e volta.

FONTE: Figurino e Cena às 19:32 23 de Junho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

''Complexo Teatro Avenida'' come 126 milhões de dólares


A construção e apetrechamento do “Complexo Teatro Avenida”, cujas obras arrancam dentro de 60 dias, estão avaliadas em 126 milhões de dólares. Falando à margem da consulta pública sobre o estudo de impacto ambiental do projecto “Complexo Teatro Avenida”, promovida pelo ministério do Ambiente, o administrador da empresa angolana Dry Dock, George Sherrel VI, sem avançar mais detalhes, referiu que as obras terão a duração de 36 meses, e está enquadrada no programa de requalificação da Baía de Luanda. O projecto do edifício multifuncional, de 21 andares apresentado nesta consulta pública pelo administrador da Dry Dock, inclui um teatro moderno, com a capacidade para 510 cadeiras, quatro andares para escritórios e
14 para apartamentos do tipo T2 e T3. Com uma altura de 38 mil 600 metros cúbicos, o projecto do edifício reserva ainda um parque de estacionamento subterrâneo para um total de 179 viaturas. Localizado entre a Rua Rainha Ginga e a Avenida 4 de Fevereiro, o projecto do edifício prevê um plano paisagístico apropriado para este tipo de empreendimentos.


O Projecto é interessante, mas agora uma vez que o local foi desde os tempos mais remotos reservado para as artes e para os artistas, com maior relevância para o teatro, PERGUNTO:

QUEM VAI TER ACESSO AOS APARTAMENTOS DO TIPO T2 E T3 QUE ALI SERÃO ERGUIDOS.

É preciso reflectir. Olha que os artistas a muito que andam votados ao abandono feito mendigos.

ATENÇÃO TEATRISTAS TEMOS DE FICAR ATENTOS A TODAS AS MANOBRAS A VOLTA DO NOSSO TEATRO AVENIDA.

Qualquer semelhança é mera coincidência fui eu quem escrevi:

FELISBERTO FILIPE

''Complexo Teatro Avenida'' come 126 milhões de dólares



A construção e apetrechamento do “Complexo Teatro Avenida”, cujas obras arrancam dentro de 60 dias, estão avaliadas em 126 milhões de dólares. Falando à margem da consulta pública sobre o estudo de impacto ambiental do projecto “Complexo Teatro Avenida”, promovida pelo ministério do Ambiente, o administrador da empresa angolana Dry Dock, George Sherrel VI, sem avançar mais detalhes, referiu que as obras terão a duração de 36 meses, e está enquadrada no programa de requalificação da Baía de Luanda. O projecto do edifício multifuncional, de 21 andares apresentado nesta consulta pública pelo administrador da Dry Dock, inclui um teatro moderno, com a capacidade para 510 cadeiras, quatro andares para escritórios e
14 para apartamentos do tipo T2 e T3. Com uma altura de 38 mil 600 metros cúbicos, o projecto do edifício reserva ainda um parque de estacionamento subterrâneo para um total de 179 viaturas. Localizado entre a Rua Rainha Ginga e a Avenida 4 de Fevereiro, o projecto do edifício prevê um plano paisagístico apropriado para este tipo de empreendimentos.


O Projecto é interessante, mas agora uma vez que o local foi desde os tempos mais remotos reservado para as artes e para os artistas, com maior relevância para o teatro, PERGUNTO:

QUEM VAI TER ACESSO AOS APARTAMENTOS DO TIPO T2 E T3 QUE ALI SERÃO ERGUIDOS.

É preciso reflectir. Olha que os artistas a muito que andam votados ao abandono feito mendigos.

ATENÇÃO TEATRISTAS TEMOS DE FICAR ATENTOS A TODAS AS MANOBRAS A VOLTA DO NOSSO TEATRO AVENIDA.

Qualquer semelhança é mera coincidência fui eu quem escrevi:

FELISBERTO FILIPE